Entrada e Formação

 

Mosteiro Trapista

Nossa Senhora do Novo Mundo

Campo do Tenente-PR Brasil

83870-000  

Pe. Lázaro Pires, OCSO

vocacional@mosteirotrapista.org.br

Fone/fax: 41 3628-1264

 


Entrada

 

PRIMEIROS CONTATOS

Contato com o Diretor Vocacional através de correspondência ou telefonemas.

 

Retiro no mosteiro por um período de quatro dias mais ou menos até uma semana para encontros com o Orientador Vocacional a nível de discernimento e depois de um tempo com a equipe vocacional. É importante que o vocacionado veja com seus próprios olhos o mosteiro e faça ele próprio sua experiência de Deus no ambiente monástico.

 

 

IDADE REQUERIDA

Há um consenso geral em toda a Ordem Cisterciense Trapista quanto a idade de entrada para o mosteiro que pode oscilar dependendo de cada comunidade. Geralmente o vocacionado deverá apresentar-se na faixa de idade entre 21 a 40 anos .  A razão é que muito novo a vida poderia tornar-se mais difícil do que realmente é.  Idade bastante avançada quando já se está cristalizado nos hábitos, costumes e formação poderia tornar-se também bastante doloroso o recomeçar um ritmo totalmente novo de vida.

 

 ESCOLARIDADE

Aconselhamos os vocacionados a terminar seus cursos antes de entrarem para nosso mosteiro, pois sendo um regime de vida totalmente voltado para a contemplação, é normal que esteja fora de cogitação a possibilidade de se freqüentar colégio ou universidade em ritmo acadêmico após a entrada na comunidade.

 

ENSINO MÉDIO

O mínimo de escolaridade permitido para entrada é ter concluído o ensino médio.

 

CURSO SUPERIOR

No caso de parada em curso superior para eventual entrada no mosteiro haverá um discernimento com o orientador vocacional e  superior e equipe vocacional para se evitar dificuldades posteriores.

   


Formação inicial

TEMPO DE EXPERIÊNCIA   OU  ESTÁGIO 

Para se fazer um estágio dentro da comunidade é necessário que o vocacionado tenha pelo menos a convicção de que Deus o quer neste estilo de vida, já que certeza será impossível, pois  este período possui o cunho de entrada e tempo de adaptação. Vocacionados das regiões Norte e Nordeste poderão vir preparados para um possível estágio mas deverão primeiramente permanecer na hospedaria de quinze dias a um mês para maior entrosamento e discernimento.

CONHECIMENTO MÚTUO                              

Estágio de três meses dentro do mosteiro seguindo o ritmo da jornada comunitária. É um tempo de conhecimento mútuo. Formadores, comunidade e  aspirante se observam mutuamente.

 

SI REVERA DEUM QUAERIT ( RB LVIII )

SE PROCURA VERDADEIRAMENTE A DEUS ( RB 58 )

Quando o estagiário ou aspirante tiver demonstrado sinais positivos de uma vocação cisterciense, os quais incluem: - o desejo sincero de abraçar a vida da comunidade como meio de união com Deus;- a necessária saúde física, mental e emocional, para viver plenamente esta vocação,- a “disposição espiritual” isto é, ver se verdadeiramente procura a Deus; - se é solícito para com o Ofício Divino (Liturgia das Horas ou  reza dos salmos ),- a obediência, - os opróbrios, que se traduz numa humilde docilidade nascida da fé, esperança e amor, que faz com que o candidato  fique ansioso de aprender e instintivamente aberto tanto para a dimensão da solidão como a dimensão comunitária da  vida cisterciense...

 

 

Postulantado

 

INICIAÇÃO E ADAPTAÇÃO

O vocacionado é recebido para a fase de postulantado, que é um período  de iniciação e adaptação à vida monástica com a duração aproximada de seis meses com a possibilidade de  uma prolongação caso seja necessário para maior discernimento do Aspirante.

  

 PRIMEIROS PASSOS

 O mestre de postulantes ou mestre de noviços introduz os postulantes

- na Oração,

- Ofício Divino e

-na Lectio Divina ( modo de ler a Sagrada Escritura o qual possibilita um encontro pessoal com Deus, em uma experiência de união com Jesus Cristo e uma abertura para seguir as inspirações do Espírito Santo a uma vida verdadeiramente cristã).

 

 

SALTANDO OBSTÁCULOS

O mestre ajuda o postulante a superar as dificuldades   próprias desta etapa.

Freqüentemente estas dificuldades estão ligadas à separação física e afetiva das atividades e relacionamentos próprios da vida anterior do postulante à entrada no mosteiro.

 

 

NOVA ETAPA

Quando o superior, a conselho do mestre dos postulantes, julga que o postulante está preparado para começar o noviciado canônico e o próprio postulante  expressa o desejo para tal, consulta a equipe vocacional, seu conselho e cada membro da comunidade a dar seu parecer sobre o postulante.

 

Noviciado

 

INTEGRAÇÃO PESSOAL

O noviciado é um tempo de integração pessoal à vida cisterciense. Pela oração, a ascese, o crescimento no conhecimento de si próprio e a participação na vida da comunidade, os noviços são  conduzidos  a uma experiência pessoal mais  intensa da CONVERSATIO CISTERCIENSE,isto é, o  modo   monástico de viver a Regra de São Bento segundo o carisma Cisterciense-trapista.

DESCOBRINDO A ESPIRITUALIDADE

O programa de estudos monásticos começa já no aspirantado, postulantado e noviciado. Está sob a orientação do mestre ou superior. Os estudos são orientados para as necessidades espirituais dos estágios de formação inicial como o postulantado, noviciado e também o monasticado. É um período de aprofundamento espiritual com o objetivo de levar a pessoa a descobrir a riquíssima tradição monástica, o patrimônio e o carisma cisterciense para que no tempo dos primeiros votos o vocacionado tenha consciência do que se está abraçando. O ritmo de estudos  comporta três aulas por semana além de conferências e encontros semanais com o diretor espiritual.

CORRESPONDÊNCIAS - CARTAS

Nos períodos de - estágio, postulantado e noviciado aconselha-se a limitar o número de  correspondência. Carta para a família uma vez por mês e espaçadamente para os amigos. Outro procedimento, como telefonemas,  combinar-se-á com o mestre ou superior.

 

FAMÍLIA

Iniciando-se o tempo de noviciado, o noviço poderá receber a visita da família por 5 dias uma vez por ano, contando com o dia da chegada e o dia da saída. A hospedaria é reservada para a família  e o monge estará livre para estar todo o tempo possível com os seus nesses dias de convívio fraterno.

Após os primeiros votos, de dois em dois anos,  o Professo,  tem a permissão de passar cinco dias na casa de sua família sem contar os dias necessários para a viagem.

 

Profissão temporária

OS  PRIMEIROS VOTOS

Ao fim do noviciado, quando os noviços estão preparados e dispostos e se encontram em condições de  prosseguirem a caminhada monástica na entrega a Cristo e a comunidade mediante a profissão  monástica, fazem o pedido para os votos temporários, que é o tempo de Juniorado ou Monasticado.

 

JUNIORADO

 O juniorado continua e  complementa o trabalho do noviciado de modo menos estruturado e   mais prolongado. É um período em que se aprende a agir mais movido por princípios internos e dentro de uma mais plena participação nas  atividades e responsabilidades da comunidade.

 

ESTUDOS

 Nesta fase de formação monástica, o estudo, segue o ritmo de grupo, mas com orientação mais individual, orientado pelo Superior segundo as necessidades de cada um. Neste período o jovem monge pode iniciar ou aprofundar algum tema de espiritualidade ou estudo a nível superior ou um curso profissionalizante conforme a necessidade da comunidade.

 

RENOVAÇÃO DOS VOTOS

O tempo do juniorado ou monasticado ou dos votos temporários se prolongam basicamente por três anos.

Os votos são feitos por um ano e são renovados por mais dois anos.

Este tempo de votos temporários pode prolongar-se até nove anos dependendo do crescimento e progresso de cada um. Muitas vezes  o próprio junior pede mais um tempo para uma melhor preparação e discernimento. Normalmente no final do terceiro ano dos  votos temporários ou de profissão simples,   faz-se um discernimento se é aconselhável estender o tempo do juniorado ou de deve proceder para os votos solenes ou votos monásticos.

 


Formação permanente


PROFISSÃO SOLENE

 INCORPORAÇÃO DEFINITIVA NA ORDEM

Pela profissão de votos solenes, o irmão, em espírito de fé, entrega-se a Cristo e se compromete a viver perpetuamente a vida monástica em sua comunidade segundo a Regra de São Bento.  Pela profissão solene, o irmão é incorporado definitivamente à Ordem.

 

VOTOS MONÁSTICOS:

  - Estabilidade

  - Conversão de vida

- Obediência

 

I-  ESTABILIDADE

Pelo voto de Estabilidade, o monge se compromete a viver na comunidade de sua profissão durante toda a sua vida, até à morte.  É o primeiro elemento mencionado por São Bento ao tratar da profissão monástica, porque o ascetismo da vida beneditina muito perderia de sua eficácia purificadora se o monge estive constantemente mudando de um mosteiro para outro, sem enfrentar as dificuldades que a maioria das vezes o próprio monge traz em si mesmo.

 

 II-  CONVERSÃO DE VIDA  

O voto de Conversão de Vida segundo a Regra de São Bento significa a entrega pessoal à luta cotidiana para corrigir nossos próprios vícios e crescer na virtude cristã.


CONVERSATIO CISTERCIENSE

São Bernardo diz: “Nossa maneira de viver é de abnegado serviço, de humildade, de pobreza voluntária. É a obediência, paz e alegria no Espírito Santo. Nossa vida é estar sob um mestre, um abade, uma regra, uma disciplina. Nossa vida é aplicar-se ao silêncio, praticar o jejum, as vigílias, orações, trabalho comunitário e sobretudo seguir o mais excelente caminho, que é a caridade. Em todas essas observâncias, ir crescendo dia a dia e nelas perseverar até o último dia”. ( S.Bernardo, Carta 142 )

 

POBREZA E CASTIDADE

Pelo voto de Conversão de vida o monge promete fidelidade ao compromisso de tender à perfeição do amor a Cristo através da renúncia de si mesmo vivendo as observâncias básicas da Ordem,numa vida de pobreza e castidade no meio ambiente em que emitiu os votos. Portanto os conselhos evangélicos de pobreza e castidade estão incluídos nesse voto.

Pelo voto  de Conversão de vida o monge assume diante de Deus e da comunidade o compromisso de abraçar e aprofundar aquelas disciplinas corporais e espirituais sem as quais a vida do monge não seria verdadeiramente monástica.

 

III-  OBEDIÊNCIA

 

“Pela profissão da Obediência, os religiosos oferecem a Deus, como sacrifício de si mesmos, a plena dedicação de sua vontade, e pelo voto se unem mais constante e plenamente à vontade salvífica de Deus... do mesmo modo que o próprio Cristo, por submissão ao Pai, serviu a seus irmãos e deu sua vida pela redenção de muitos”. (Perfectae Caritatis. Decreto do Concílio Vaticano II sobre a vida religiosa ).

 

 

    SILÊNCIO

VOTO ?

Nosso amor  e apreço ao silêncio é graças a São Bento que deu em sua Regra de vida sua razão essencial:

“Escuta filho... inclina o ouvido do teu coração”.

O monge, como bom discípulo, é antes de tudo um homem que escuta.  De modo nenhum o silêncio se constitui um voto, que se é obrigado a cumprir, contudo é uma ascese que se dá unicamente para criar o ambiente onde Deus pode se fazer ouvir sem  ruídos distraidores. “Vou Eu mesmo seduzí-la, conduzí-la ao deserto e falar-lhe ao coração” ( Os 2,16 ).

 

 

DOCE NECESSIDADE

O Silêncio é uma doce necessidade de se poder saborear a felicidade e a delícia da intimidade com Deus, falar a linguagem de  apaixonados onde as palavras são desnecessárias.

 

GRANDE SILÊNCIO

Na jornada diária do cisterciense, em particular o trapista há o grande silêncio das horas noturnas que delimita um tempo privilegiado de profundo mergulho em Deus, desde o final da oração de Completas até o início do trabalho no dia seguinte.

 

AMBIENTE DE ORAÇÃO

 Durante o dia procura-se somente  utilizar da palavra se é necessária para o trabalho e a boa execução das atividades. Evita-se conversas prolongadas durante o trabalho para se manter o clima de oração  e em sinal de respeito ao mistério de intimidade do outro com Deus. Os recreios são excepcionais. Conversações prolongadas privadas estão submetidas ao prévio acordo com o superior.

 

SILÊNCIO QUE FALA ALTO

Em um ambiente e em um coração silencioso há uma irradiação de paz e quietude onde se sente irresistivelmente Deus presente, este é o segredo da convivência fraterna, amiga, respeitosa no mosteiro, casa de Deus.

 

VIGÍLIAS

 PROFUNDA INTIMIDADE

Muito cedo, muito antes do nascer do sol, após aproximadamente sete horas de sono, os monges se levantam para as vigílias, primeira das sete orações sálmicas em comunidade. Este tempo de profunda intimidade com Deus se prolonga das três da manhã alternando-se entre oração comunitária ( Ofício de Vigílias, Laudes, Missa e Ofício de Tércia ) e oração individual ( oração mental e Lectio Divina ) até em torno das oito horas quando se inicia o trabalho intramonasterial.

 

VIGILÂNCIA INTERIOR

A prática da Vigília vai imprimindo no coração do monge a atitude fundamental da  vigilância interior; estar sempre vigilante  aos pensamentos e as tentações  mas acima de tudo, atento aos menores movimentos da graça que faz o monge pressentir a aproximação de Deus. No meio da noite ouviu-se um grito: eis que o noivo vem chegando. Sai-lhe ao encontro”( Mt 25,6 ). E cada dia o monge levanta com indizível alegria  disposto para a surpresa que Deus está prestes a fazer-lhe.

 

DEUS É QUEM ME CONTEMPLA

O monge espera unido à Igreja e ao Mundo, atento aos menores sinais que possam anunciar a volta iminente de Jesus Cristo. Jesus por sua parte está sempre próximo e a ponto de voltar! Em nome do mundo inteiro o monge está ali em oração, oração que apressa a Parusia, arranca a Igreja de todas as preocupações que poderiam distraí-la desta espera essencial do grande acontecimento - a chegada do Amado. E por todo o dia e por toda a noite o monge contemplativo procura manter-se em ritmo de oração vivendo sua jornada monástica consciente de que em todo o tempo é contemplado por Deus.

  

 Sacerdócio 

A natureza da vida cisterciense é que cada um sirva  a Deus como monge, sem necessariamente ser sacerdote ministerial. Mas o chamado do Senhor e as necessidades imediatas ou a longo prazo da comunidade podem requerer que um irmão seja ordenado sacerdote ou instituído em um outro ministério.

  

SACERDÓCIO MONÁSTICO

 O sacerdócio monástico está ligado às necessidades da comunidade, portanto quando um jovem sente um chamado para o sacerdócio e deseja entrar para o mosteiro pensando em ser padre, aconselhamos que ele   procure um seminário.

Se um vocacionado entra para o mosteiro pensando em ser sacerdote e a comunidade percebe que lhe falta os requisitos para exercer o ministério na comunidade, poderá tornar-se   certamente uma pessoa irrealizada.  O melhor é abnegar-se do desejo de ser monge e sacerdote e se realmente é vontade de Deus que a pessoa seja presbítero Deus terá seus caminhos.

  

 FORMAÇÃO SACERDOTAL

Se um monge é chamado a ser sacerdote para servir à   comunidade, o superior providenciará para que todas as   condições requeridas pelo Direito Canônico ( Leis da Igreja ) sejam preenchidas antes de apresentá-lo ao bispo para sua ordenação.

Normalmente será necessário uma formação adicional que complemente os estudos já feitos durante o tempo de mosteiro.  Se for preciso, os estudos adicionais podem ser feitos fora do mosteiro, em casas de estudos apropriadas para tal ou em outros mosteiros da Ordem.

 

 CHAMEI-TE PELO NOME. (Is. 43,1 )

“A entrada no mosteiro é um momento decisivo na história da vida de quem já havia escutado o chamado do amor eterno de Deus. O compromisso do batismo adquire um novo sentido e desde o momento da entrada no mosteiro o itinerário monástico se orienta à transformação progressiva da pessoa à semelhança de Cristo, mediante a ação do Espírito Santo”.( Ratio Pról. 2 )

  

 COMUNIDADE FORMADORA

“Os monges e as monjas cistercienses são chamados por Deus a seguir a Regra de São Bento e a Tradição de Cister. Cada pessoa segundo a graça recebida se deixa formar pelo amor de Deus em uma comunidade que o próprio Deus reuniu para fazer-se presente nela de forma especial”. (Ratio  Pról. 1 )

 

CAMINHANDO JUNTOS

“O recolhimento, a oração contínua, o trabalho humilde, a pobreza voluntária, a castidade no celibato e a obediência, não são técnicas humanas nem se aprendem dos homens; contudo, o ensinamento do abade, a sabedoria e experiência dos anciãos, o constante apoio e exemplo da comunidade, servirão de grande estímulo aos irmãos, sobretudo quando sofrem as diversas provações e vicissitudes da caminhada espiritual”. ( Const.48,2 )

 

COMUNIDADE TRANSFORMADORA

“A comunidade é o ambiente onde o Espírito Santo realiza sua ação transformadora”. (Ratio 6)

“Os diálogos e intercâmbios comunitários, o compartilhar do Evangelho e a correção fraterna são meios  importantes na formação da vida fraterna comunitária”. (Ratio 13 )

 

ESCOLA DE SERVIÇO DO SENHOR.( R. B. Pról.45 )

“Cada comunidade constitui uma Escola do Serviço do Senhor, como diz a Regra de São Bento e, é chamada a conservar e transmitir o patrimônio e o genuíno carisma cisterciense aos que nela entram”. ( Ratio Pról. 3 )

 

CONHECIMENTO DE SI MESMO

“O s monges  nesta escola de caridade progridem na humildade e conhecimento de si mesmos e aprendem - a amar  - através da descoberta da entranhável misericórdia de Deus em suas vidas”. ( Ratio Pról. 4 )

 

CORRER COM O CORAÇÃO DILATADO ( Pról. RB )

Ao desprenderem-se gradualmente de falsas seguranças, os monges  crescem na obediência filial a Deus e correm com o coração dilatado, pelos caminhos do serviço do Senhor. (Ratio Pról. 4)

 

O AUTÊNTICO CISTERCIENSE

“O autêntico cisterciense se faz essencialmente vivendo a Regra de São Bento conforme o carisma, a vida e as Constituições Cisterciense no concreto do dia a dia de sua vida  monástica .Esta maneira cisterciense de viver a Regra de São Bento, oferece os meios para o crescimento pessoal e comunitário, através da prática diária das observâncias monásticas, a solicitude pastoral do abade e seus colaboradores”.  (Ratio   6)

 

CARISMA CISTERCIENSE

É no equilíbrio efetivo entre Lectio Divina, Liturgia e Trabalho  da jornada quotidiana monástica que se manifesta o carisma cisterciense. ( Ratio 7 )

 

LECTIO DIVINA

 

CORAÇÃO A CORAÇÃO

( SAGRADA ESCRITURA )

Lectio Divina é o encontro pessoal com Deus através da leitura da Sagrada Escritura onde o monge  abre o ouvido à escuta, reza escutando  e na escuta  manifesta-se  em si a Vida Divina e a sua participação na Vida Trinitária.

Fonte de oração contínua e escola de contemplação onde o monge dialoga com Deus de coração a coração; abertura a um acontecimento do Espírito Santo que o conduz a uma consciência cada vez mais profunda de relação filial com o Pai em espírito de obediência e de entrega tanto às promessas como às exigências divinas na aprendizagem da eminente ciência de Jesus Cristo.

 

LITURGIA

MISTÉRIO PASCAL ( EUCARISTIA )

Na  Eucaristia Jesus Cristo perpetua pelos séculos, até sua segunda vinda, o Sacrifício da Cruz, confiando à Igreja, o memorial - Acontecimento Atual - de sua Morte e Ressurreição. Sacramento de piedade, sinal de unidade, vínculo de caridade, banquete pascal em que Cristo se entrega a nós como alimento, o espírito é repleto de graça e é dado a cada um o  penhor da futura glória; cume de toda a vida cristã; riquíssima fonte donde emana energia para a Igreja - Povo de Deus; comunhão dos irmãos  em Cristo, união mais estreita entre si e com toda a humanidade para que finalmente Deus seja tudo em todos.

 

  ESCOLA DE ORAÇÃO CONTÍNUA

 ( OFÍCIO DIVINO )

O Ofício Divino ou Liturgia das Horas constitui a razão e a expressão social e pública da natureza da vida do monge. É a manifestação comunitária mais clara da vida contemplativa compartilhada, assumida e abençoada pela Igreja como sua própria oração. “É na verdade a voz da própria esposa que fala ao Esposo, mais ainda, é a oração de Cristo, com seu Corpo, ao Pai”. É escola de oração contínua e parte insigne da vida monástica, que é prolongado por todo o dia através da memória Dei ou lembrança contínua de Deus.

 

COMUNIDADE TRANSFORMADORA

“A comunidade é o ambiente onde o Espírito Santo realiza sua ação transformadora”. (Ratio  6)

“Os diálogos e intercâmbios comunitários, o compartilhar do Evangelho e a correção fraterna são meios  importantes na formação da vida fraterna comunitária”. (Ratio 13 )

 

Trabalho

 

ASCESE RESTAURADORA

O trabalho sobretudo para prover o sustento comunitário e ajudar os pobres é ocasião de uma ascese frutuosa que corrobora para o desenvolvimento e a maturidade do monge; auto-disciplina que favorece a saúde física e mental e muito contribui para a coesão de toda a comunidade; oferece aos monges a oportunidade de participarem da atividade criadora de Deus. As vezes pode ser marcado por cansaço, tensão ou frustração o que constitui valioso ensejo de uma participação na cruz de Cristo.

 

OBRA REDENTORA E SOLIDÁRIA

O trabalho é uma obra redentora e solidária com a multidão dos que  trabalham particularmente os mais pobres e por isso procura-se manter o silêncio enquanto se trabalha favorecendo um ambiente  de simplicidade e paz para que cada monge possa saborear do exercício da oração contínua que flui da Lectio e da Liturgia e proporciona a preciosa ocasião de uma profunda experiência de intimidade com Deus. Mesmo os trabalhos mais  simples adquirem valor eterno e  tornam-se nobres os que parecem humilhantes. Tudo é oração - louvor e intercessão.

 

ESPECIALIZAÇÃO

Especialmente após a profissão solene os monges  são encorajados a se dedicarem a algum estudo particular de algum tema de seu interesse, que poderá ser uma especialização no campo técnico, manual ou artístico.

 

CRESCER SEMPRE

“A comunidade utiliza  todos os meios compatíveis com a vida cisterciense para assegurar a  formação contínua de seus membros: cursos, conferências dadas por monges ou pessoas fora do mosteiro, cursos por correspondência, meios modernos de comunicação e adequados suplementos de livros,  e periódicos”.

( Ratio 49 )

 

CUIDADO   MATERNAL

“A formação na vida cisterciense tem como fim restaurar nos irmãos a semelhança divina por ação do Espírito Santo. Ajudados pelo cuidado maternal da Mãe de Deus, os irmãos vão crescendo na vida monástica, até alcançarem progressivamente a maturidade da plenitude de Cristo”. ( Const. 45,1 )

   

 

Para outras informações, por favor entrar em contato com:

Pe. Lázaro Pires, OCSO

Mosteiro Trapista Nossa Senhora do Novo Mundo

Caixa Postal 11

83870-000   Campo do Tenente-PR

 

Fone/fax: 41 3628-1264   (das 9 às 12hs e das 14:30 às 17hs, todos os dias)

vocacional@mosteirotrapista.org.br  

 

 


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