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Trabalho dos monges

O trabalho, principalmente manual, oferecendo aos monges ocasião de participar no trabalho divino da criação e da restauração, assim como de seguir as pegadas de Cristo Jesus, sempre gozou de especial estima na tradição cisterciense. Este trabalho árduo e redentor provê o sustento dos irmãos e de outros, principalmente dos pobres, e manifesta a solidariedade dos irmãos com a multidão dos que trabalham. (Constituições OCSO, n° 26)

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“O Senhor Deus tomou o homem e o colocou no jardim do Éden para cultivá-lo e guardá-lo” (Gn 2,15)

Através do trabalho o monge assume um aspecto da vocação humana dado ao homem pelo próprio Deus, que o chama a colaborar no Seu trabalho criador.

É pelo trabalho que o monge, habitando no mosteiro, buscando perseverar na “na vida simples, escondida e laboriosa” (Constituições OCSO, 3) encontra a oportunidade de se unir às “alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem” (Gaudium et spes, Proêmio, 1).

Um dos aspectos concretos do trabalho dos monges, seja ele administrativo, manual ou intelectual é o serviço ao próximo, ou seja, servir aos irmãos conforme as suas responsabilidades. Há também os trabalhos que se realizam conforme uma demanda específica, como a preparação do bolo dos aniversários do mês, preparar a ornamentação da Igreja, etc.; coisas simples, mas que dão a oportunidade de colocar em prática alguma habilidade particular.

É comum que o resultado destes pequenos trabalhos se manifeste com criatividade, zelo e beleza. Mas o importante é perceber, através destes pequenos feitos, o trabalho que Deus realiza no coração de cada irmão que busca se entregar inteira e generosamente naquilo que faz.

Vivendo desta maneira, os irmãos esperam crescer na caridade como membros da Escola da Caridade que é o mosteiro, porque as realidades temporais passam, mas “a caridade jamais passará” (1Cor 13, 6).

A principal fonte de renda comunitário é o trabalho nos campos. A agricultura goza de uma longa tradição na vida monástica, sendo que no passado os monges se ocupavam com o plantio e a colheita, sendo pioneiros no desenvolvimento de práticas sustentáveis durante a Idade Média.

Hoje o trabalho é majoritariamente realizado por máquinas, mas todo o trabalho é supervisionado pelos monges, que inclusive participam ativamente de parte das atividades.

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Padaria dos monges

Recebemos de nosso mosteiro fundador, a Abadia de Genesee, a tradição de termos uma panificadora.

Todo o trabalho é feito com muito carinho pelos monges.

Somos gratos a Deus pela vida de nosso Ir. José, falecido em 2023. Foi ele que, com seus talentos e experiência, fez o nosso mosteiro chegar à independência econômica, objetivo de todo mosteiro da Ordem.

Hoje buscamos preservar e desenvolver o legado que recebemos dos monges que nos precederam.

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